quarta-feira, 21 de dezembro de 2011

Impactos de Dezembro.



       Depois de tantas decepções, desgosto, medo, insegurança entre outras coisas que tem me deixado abatido durante aquele mês de novembro, superava paulatinamente, me levantava depois de cada palavra que derrubava, a cada atitude aplicada, cada mão estendida por aqueles que sempre foram muito da minha estima, cada momento que eu temia ganhar forças para viver.
       Os sentimentos quando vinham, eram como pancada uma por trás da outra, não criava catombo, nenhum inchaço que pudesse provocar tanta dor, só umas pontadas, mas me reprimia por manter forte diante a situação.
       Além de sofrer, viver, tenho superado aos poucos a guerra de sentimentos, onde me encontrava num caminho perdido e sem chão quando perdi um ente querido na família. Parecia que as coisas iriam continuar a acrescentar a dor, e o meu sofrimento aumentar no decorrer do tempo.
       Foram tantos acontecimentos que eu me fechei ao sentimento, era algo sem vida, sem cor, sem dor, sem lágrimas, sorrisos, e sorri uma vez por outra em situações inapropriada.
      Preocupava-me por esse comportamento, por não chorar, não sentir coisa alguma. Mas sabia que um dia, quando estiver só ou com alguém irei desatar num choro, num desabafo e aos poucos começo a sentir a ter a minha vida de volta. Começo também a sentir desprezo por aquelas pessoas que me machucaram muito; mas não quero sentir essa aversão. Mesmo quando procurava resolver as coisas de maneira mais humana, embora alguns resolviam de maneira orgulhosa, ignorando-a, vivendo como se nada tivesse acontecido. Sabe-se que não sou de guardar rancor ou coisa, mas fazem por onde que na realidade as coisas acontecem, faço a minha parte de não ter de envolver para causar a dor, porque sei que tudo na vida tem troco, é só uma questão de tempo. Às vezes nos perdemos no cansaço e aprendemos a lhe dá com a coisa e eu cansei.
       E hoje eu sei quem é cada um, sei quem são os verdadeiros, aqueles que eu sempre acreditei que pudessem contar, e os outros que tinha um laços estreito de amizade estiveram ao meu lado me dando forças para vencer e acabaram  tornando especiais em parte; e por toda experiencia viva, agora eu sei que eu nunca estarei sozinho.

                                                               [Claymilen Salustiano]

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Vida vazia.



       "Frio, vazio, indecifrável, com tão pouco sentimentos, sem caminhos, sem conduta, sem desejo, sem sorrisos. Acho que é assim que se fica após uma pancada atrás da outra, como letras que são apagadas depois de escritas após ditas, como sentimentos que voam e se desfazem com o vento. Como olhares que se cruzam e de repente somem sobre a noite, quem disse que é necessário morrer para deixar de viver? Você desisti no momento que seu olhar perde o brilho, seu melhor companheiro é você mesmo, quando você sente que sua alma se pude-se voaria para longe e quando você deixar de sentir, de sorrir, até de chorar."

                                                         [Clarice Lispector]

sábado, 17 de dezembro de 2011

Sobrei e não há lugar para mim.



       "Escrevo por não ter nada para fazer no mundo: sobrei e não há lugar para mim nas terras dos homens. Escrevo porque sou um desesperado e estou cansado, não suporto mas a rotina de me ser e se não fosse sempre a novidade que é escrever, eu me morreria simbolicamente todos os dias. Mas preparado estou para sair discretamente pela saída da porta dos fundos. Experimentei quase tudo, inclusive a paixão e o seu desespero. E agora só queria ter o que eu tivesse sido e não fui."

                                                                                                       [Clarice Lispector]

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Sortudo.


      Eles se conheceram em meio de um site de relacionamento, não tiveram contato algum e muito menos se visto, trocaram palavras pela rede social e depois trocaram e-mails onde pudesse facilitar a conversa em um bate papo.
      Uma vez que conversavam no chat, ele tem se precipitado ao pedir o número do celular dela, a mesma se surpreende e sorrir; mas pede para ir com calma. Ele com todo respeito compreende. 
      Dias se passam, e cada um já se conhecem e entendem um pouco, em algum momento de uma conversação ela delicadamente pede o seu número.
      Ele feliz, digita os caracteres do seu referido número; o mesmo não se contentando, espera ansioso por uma ligação ou coisa.
      Tempos depois, ela discretamente manda-lhe uma mensagem de texto:

      - Seu número ****3157 foi sorteado para fazer parte da minha lista de telefone celular. Quem sabe a sua sorte esteja no outro lado da linha.. 

      Ele sorriu. E ao finalizar a leitura bateu-lhe um desanimo mesmo pego de surpresa e diz.

      - Estou sem crédito.

                                                   [Claymilen Salustiano]

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Depressões de novembro.



      Espero que dezembro seja melhor que novembro, pois o mesmo tem sido o pior mês do ano.
      Do início ao término do mês tem me acontecido tantas coisas, enquanto superava uma, vinha outra e mais outra. Era uma avalanche, uma atrás da outra.
      Há mais de vinte dias que não tenho me alimentado bem e dormido direito, com isso tenho perdido três quilos e seiscentos e ganhei dores de cabeça. Vinha o desgosto, a angústia, o desespero batendo e eu tentava fugir desse mal que tem me causado, procurava os amigos porque eles me confortavam.
      Não sei se é normal sentir que não sou a mesma pessoa que me encontrava aqui dentro, mas tenho medo de cair numa depressão se é o que me resta. Entrar numa depressão profunda.


                                                              [Claymilen Salustiano]

                                                                                       

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Momentos de um passado bom.


       Veio em mente, assim do nada, os bons momentos que estive com você. Momentos esses que se fez de um passado bom; nada de ruim, e se existiu pouco me importa, mas dói em saber que não te tenho mais aqui.

                                                                  [Claymilen Salustiano]

terça-feira, 22 de novembro de 2011

Mal acostumado



      Tem vezes que sinto vontade de mandar mensagem; embora tenha me acostumado, mas evito-a. Ontem por exemplo no meio da noite quase mandava uma mensagem desejando um abraço seu, evitei. Só assim não iria me machucar.


                                                [Claymilen Salustiano]

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Sem você, meus sonhos não tem sentido.



      Era sagrado, antes de dormir e pensar em você, sempre.
      Fechar os olhos e vagar nos pensamentos de esta junto a você, que em meus sonhos eu não mais encontrei.
      Quase toda a noite sonhava algo bom, que fizesse viajar e acreditar que você estaria ali sempre.
      Era algo que fizesse perder desse mundo e viver só para você. Estava apaixonado.
      Embora, não esteja presente ultimamente, sinto o vazio e sozinho em meio à escuridão que teme tomar conta de todo aquele ambiente que era só nosso, me perco lhe procurando tentando trazê-la de volta.
      Procuro-te no infinito, onde pudesse trazer a alegria, o meu viver, você.
      Onde está? Por onde anda? Trás minha paz, volta!
      Fico perdido e meus pensamentos em te encontrar, mas com a esperança que um dia você possa voltar.
      Ou talvez não volte, e se voltar não deixarei partir.
      Você é aquele sonho que sempre sonhei estar junto, onde adormeço ao seu lado vivendo aquela paixão; e não encontro, não consigo dormir sem ter você em meus sonhos.
      Queria dormir para sempre e viver aqueles sonhos bons, que nele que a minha vida tinha sentido e girava em torno de você.

                                            [Claymilen Salustiano]

sábado, 19 de novembro de 2011

Dignidade.



      Morro de inveja de gente capaz de viver avulsa. Não por alguns dias ou por um algumas semanas, mas viver, simplesmente, pelo tempo que for necessário.
      Para essas pessoas – eu imagino -  os namoros começam, acabam e, nos intervalos, elas são felizes de outra maneira. Ou pelo menos tranquilas. Usam o espaço entre romances para conjugar verbos alternativos: ficam, transam, flertam, ciscam, inventam, aprontam, erram. Ou apenas desfrutam delas mesmas e dos sés amigos.Parecem sossegadas, embora convivam com a solidão e com a ansiedade de arrumar parceiros – para a noite, para o fim de semana, para o réveillon que se aproxima. Diante da sugestão de que se deveriam ter um namorado ou namorada, desdenham: “Está tudo bem assim”.
      Como eu disse, tenho inveja, ainda que os céticos possam duvidar da felicidade de quem não tem parceiro fixo. “Quem coleciona casos está sempre sozinho”, dizem. “Parecem felizes, mas não são”. De onde vem tanta convicção? Pois eu suspeito que haja uma multidão de pessoas capazes de sobreviver por longos períodos numa dieta emocional que seja rica em sexo e novidades, ainda que tenha um pouco de afeto. É uma questão de temperamento, idade e formação. Talvez até de sexo. Muita gente parece gostar de confusão e variedade tanto quanto gosta de romance - ou ainda mais. E o número delas cresce.
      Não é o meu caso, porém.
      Como milhões de homens e mulheres, fico aflito na falta de uma relação de referência. Não consigo relaxar e improvisar. A ideia de sair à toa e arrumar alguém é mais assustadora que excitante. Ficar em casa tampouco é opção. Pode ser tolerável por uns dias, mas rapidamente se converte num inferno. Solidão apavora, como diz aquele samba lindo do Caetano. Há os amigos, graças a deus, mas eles não suprem carências essenciais. Pegar na mão, beijar na boca, dormir de conchinha e fazer planos (além de sexo relaxado, sem aquela sensação de boa/ruim de primeira vez) é coisa que se faz com parceiro habitual ou fixo – que a gente, quando não tem problema com palavras, costuma chamar de namorada.
      Saber do que eu gosto e do que eu preciso não quer dizer que eu ache isso bacana 100% do tempo. Se pudesse escolher, provavelmente pegaria para mim mesmo outro temperamento. Em vez de namorador compulsivo seria, por exemplo, desapegado 2.0. Sabe aquele cara que fica na dele por um tempão, testando sem pressa, até cansar, enjoar ou pintar a pessoa certa? Ou a garota que adora ficar sozinha na casa dela e sair com as amigas, mas não tem dificuldades em arrumar parceiros quando deseja? Então: tenho a impressão de que esse pessoal se diverte mais, embora eu não tenha muita base para comentar. A grande maioria dos meus amigos se parece comigo.
      Eles ou elas se separam, declaram de boca cheia que vão ficar livres e solteiros por um bom tempo, mas, dias ou semanas depois, já estão lá de novo, publicamente enredados – com as mais variadas (e, admitamos...) singelas explicações. “Achei a mulher da minha vida”, é comum. “Nunca estive tão apaixonada”, também é freqüente. Quem consegue discutir com um argumento desses? Eu não, mas fico sempre com a impressão de que tem aí uma espécie de dependência. Assim como há gente viciada em sexo, há outros viciados em amor, ou em situações assemelhadas. Essas pessoas precisam sentir-se apaixonadas para conseguir suportar o dia a dia. Acabam forçando a barra. Quem se apaixona assim, de uma hora para outra, e repentinamente? Sei não..
      Entre os namorados compulsivos e esses viciados em amor existe uma sensação comum: a de que sozinho ou sozinha simplesmente não dá, por inúmeras razões. Os fins de semana são muito longos, há feriados demais no Brasil, as contas dos bares e restaurantes estão absurdamente caras, viajar sozinho é melancólico, dar presente é uma delicia, receber é ainda melhor, dormir a dois no inverno é essencial... Enfim, há inúmeras razões práticas para explicar o apego das pessoas ao acasalamento, mas nenhuma é tão forte quando a sensação, intraduzível, de que a vida sozinho (ou sozinha) não faz sentido. Quem tem essa sensação acaba sendo atraído para outro, embora até gostasse, em teoria, de tentar viver de outro jeito.
       Dito isso, eu confesso que tenho alguma inveja dos aventureiros.
      Eles são empreendedores do afeto: começam o dia sem nada assegurado, trabalhando e apostando que vai da certo. Ás vezes ganham, muitas vezes voltam para casa lambendo as próprias feridas. Há poesia nisso, embora possa esta soterrada por uma camada de babaquice. Um aventureiro de verdade não é um colecionador que precisa exibir conquistas ou um carente que não consegui ficar sozinho. Ele (ou ela) gosta de seduzir e gosta da liberdade. Gosta de sexo e variedade. Encontra na diversidade o que a maioria de nós acha que apenas na singularidade de  um individuo. Mas quem é assim, ou quer viver assim, deverar saber que há um preço a pagar. No fim da noite, se nada der certo, não pode virar chato, mendigando afeto e companhia a quem estiver do lado. É preciso ter dignidade nessa hora. É preciso ter lido Charles Bukowski.

                                                             [Ivan Martins – Direto-executivo da ÉPOCA]

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

O mundo de amanhã.



      Não precisa ser hoje ou amanhã, o mundo da suas voltas. E quando você sofrer, vai aprender a da valor!!

                                                                          [Claymilen Salustiano]

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Deslumbramento.



        "Fiz tudo do jeito mais bonito que sei fazer. Fiz como pude e como não pude. Quanto mais eu tentava acertar, mais eu errava. Tudo bem, faz parte da vida. De todos os jeito fui levando, algumas vezes amor próprio me faltou, mas eu só queria o seu amor. O seu amor. Certo? Por inúmeras vezes te amava mais do que tudo. Do que tudo mesmo. E pergunto: E você? Aceitei suas verdades, anulei as minhas. Fiquei quieto. Fui aceitando e compreendendo tudo contigo. E você meu amor? O que você fez? Fez porra nenhuma. Jogou-me para o alto. Jogou nosso amorzinho para o alto. E sumiu. Sumiu levando tudo. Me levando. E deixando apenas lembranças que me faz lembrar você, quando não quero. Me faz pensar em você, quando não quero."


                                                   [Fernando Oliveira]
                                                http://tudodefernando.tumblr.com/

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

O Desejo do seu beijo.


       Estava deitado na rede, ouvindo música e em poucos segundos fechei meus olhos..
       De repente mergulho num sono de leve, e deparo com você na minha frente me olhando com aquele sorriso tímido, simplesmente sorrindo. Parecia tentar roubar meu beijo ou fazer alguma gracinha antes que eu adormecesse, fitei nos seus olhos e nos olhamos e você continuou sorrindo com aquele sorriso bobo - meu coração disparou de tanta felicidade tornando a minha respiração ofegante - e continuei a olhar, você ainda estava lá a espera de alguma iniciativa minha.
        Não me contive quando caí na realidade.
        Era algo tão forte que até senti meu coração doer, era aquele desejo de te querer; e o maior desejo de todos era aquele beijo que eu nunca mais provei, mas que eu ainda guardo o gosto gostoso do seu beijo.
                                                                                                 [Claymilen Salustiano]

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Sofrendo calado.



       Não sou de desistir fácil, embora tenha tentado algo que pudesse ter resultado e tem sido em vão apesar da situação ser diferente onde a minha persistência não vai além disso. É, mas nem um e nem o outro querem dá o braço a torcer. Não é?
      Como dizia aquela frase, um talvez dói mais que um não; e é verdade.
      Me peguei pensando porquê não resolvemos nossa situação ao invés de um ou outro esta sofrendo calado? Melhor que isso não tem.
       Saiba que não tenho raiva e não sou de guardar rancor, fiquei muito magoado e isso não tem sido a primeira vez que tem me acontecido e viver sofrendo como agora não da mais para mim.
        E pela situação que eu vejo parece ser definitivo, mas uma boa conversação resolveria o problema, o desentendimento. Porque quando somos feito um para outro podemos mudar o meio ou talvez fazer concretizar os sonhos.


                                       [Claymilen Salustiano]

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

No ônibus.


       "Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você."

[Caio Fernando Abreu]

domingo, 6 de novembro de 2011

Lembranças..


"Tem coisas que nem o tempo é capaz de apagar."

sábado, 5 de novembro de 2011

Dias bons se vão, para que outras melhores possam vir.



     Estou triste. Dá para perceber minha deprimência por aqui..
       Como é ruim sofrer por alguém que a gente gosta.
    Meus olhos estão ardendo e um pouco inchado. Queria chorar. Preciso chorar, desabafar como estou fazendo agora.
    Nunca imaginei gostar de alguém e que eu fosse me machucar tanto, esqueci que essa é a pior parte de tudo.
     A dor que sinto é terrível, é maior que quando sofremos uma queda.
     Todo sentimento que existia se converteu em dor. Dores tumultuantes que nem eu seria capaz de superar fácil.
      Aquela sensação triste, vontade de tirar o coração com a mão, e nem ele consegue resistir das dores quanto eu. 
      As vezes me vem sentimento de culpa, que poderia ter dado mais de mim; não sei, esta tudo tão embaralhado na minha cabeça.
      Dói tanto quando penso em você.
      Será que meu coração despertou agora ao sentir sua falta?
      Depois daquela mensagem que recebi, nunca pensei que tudo fosse assim. Esperava que fosse chegar a mim e explicar o que estava acontecendo.
      Fiquei sem chão, sem pensamentos, sem nada, sentia um branco, um vazio tomando conta de mim.
      Aprendemos tanta coisa na vida e com você aprendi a controlar meus impulsos, meus sentimentos, emoções, e ter cautela; encontrei forças, construí sonhos, ganhei novos amigos, encontrei você.
      Pessoas especiais marcam a vida com um gesto simples, e você marcou com o sorriso tímido. Queria cuidar, amar, queria alguém, queria você.
  Tanto que te pedi quando queria ajudar, pouco me importava do que tratasse seja sobre nós ou coisa, mas queria estaria ali para te abraçar, ouvir, chorar e se preciso eu lhe abraçava sem palavras, sem nada em troca. Só queria está com você.
      Tenho deixado tanta coisa para trás e adiantado meus afazeres só para esta perto de você. E nada pareceu esta a nosso favor, embora tenhamos nos visto, mas não junto como pretendíamos.
      A rádio, a televisão, as pessoas conspiram tocando 'naquele' assunto que lembra a nossa dor.
   Sabe, ainda gosto de você. Sinto saudades, das nossas conversas quando perdíamos a noção do tempo, brincando de amar, de aperrear um e outro e ouvir aquelas palavras que só nós sabemos os segredos e os valores que nos fazem rir, aquelas bobagens de menino bobo.
    Não estou assim por que quero, mas pelas circunstância que vivo nesse momento.
   Posso parecer forte, mas aqui dentro existe um coração frágil. 
     Não gosto nada pela metade e nem de tempo, você sabe disso. Mas tempo esse que estamos vivendo, estou deixando fluir. Porque ainda tenho esperança, como se sabe ela é a única que morre. Tenho esperança de te encontrar e que possamos conversar, esclarecer o que tem deixado obscuro, confuso entre a gente.
      Gosto tanto de você; me faz um bem e me completa.
      Ah! Como gosto e muito..
     Lágrimas correm aqui sobre o meu rosto.
    Dói muito sentir isso, o coração bate sem resistir as dores que eu provoco nele.
   Saudade vai pintar, e sei que vai lembrar dos nossos sonhos que nele eu sempre vou lembrar. Porque dias bons se vão, para que outras melhores possam vir.

                                                                  [Claymilen Salustiano]

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Não foi porque quis, eu juro!


       Se eu não falei não foi porque quis. Não vi. Juro!
      Só me toquei quando realmente percebi que você estava ali do lado de quem eu conhecia e quando eu cheguei fazendo ‘charme’ como é de costumeira.
      Nem sei o que me deu, nem eu saberia se realmente deveria falar, cumprimentar. Travei.
      Não sou assim, mas foi algo que até agora tenho me perguntado.
      Percebi a cara de desaprovação dos amigos que estavam ali, sei que vão perguntar, vão questionar por esse comportamento, mas vou arcar com as consequências.
      Quero que saiba que eu não fingi em não ter me importado com sua presença, muito pelo contrário. Apreciei discretamente, na delicadeza que nem uma câmera lenta.
      Queria eu a todo movimento que estava expressando e lhe arrancar um suspiro alguma expressão que eu pudesse ao menos tentar falar com você. Mas não vi, parecia que a minha presença incomodava, pensei em sair para deixar mais a vontade e ao mesmo tempo queria esta perto.
       Estava animado e isso não quer dizer que estava feliz, ou completamente feliz.
       Aprendi a controlar minhas emoções, meus sentimentos. Que antes não fosse assim, eu poderia estar morgado, parado, ou poderia ao menos não ter saído de casa.

                                                  [Claymilen Salustiano]

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Só músicas e meus pensamentos.



     Estava deitado em minha cama a espera do sono para descansar e vagar nos pensamentos noturnos. Em meio disso peguei o celular e fiquei mexendo, fazendo uma vistoria em si e nela vejo a pasta de músicas, bateu aquela vontade de ouvir alguma música que pudesse me perde no sono, fui ao encontro dos fones para conectá-la. Logo após, selecionei algumas músicas que fizesse desse momento só meu. 
      Rolo para um lado e para outro na minha cama quente, coberto por um lençol.
      Músicas essas meio que deprimentes e lindas que tocavam profundamente. Que fazem lembrar os amores, paixões, namoros, os incertos. Ouço calado e me envolvo numa faixa de uma música que tenho me sentido, enquanto sua melodia soava num ritmo tranquilo como se fossem realizados em um luau, e uma voz de mulher brilhante com uma sonoridade perfeita, onde a canção dava para me concentrar em cada palavra expressa, fui me sentindo, me comovendo com aquilo, me contendo com as lágrimas que temiam descer. Sou forte, sou firme. Segurei-me.
    Era só um momento, momento esse que deveria ser passageiro. Mas não foi, vinham cenas, imagens sobre você. O que vivemos juntos, o que eu fui para você o que talvez não tenha significado nada. A música parecia ter escrito o meu futuro, um futuro presente que vivi intensamente. Era triste ouvir, e ao mesmo tempo bom. Queria largar aquilo para amenizar a dor que estava sentido e ao mesmo tempo queria alimentá-la.
     Aos poucos fui percebendo que tudo que vivi foi bom e válido e que não perdi você, apenas vivo momentos; você, não foi um figura ilustrativa, foi alguém que eu soube amar, respeitar, e estará sempre presente na minha vida.

                                                 [Claymilen Salustiano]

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Se cuida.


      Não posso deixar ir embora sem mais, sem menos. Queria que me dissesse o que anda acontecendo por esta com a cabeça confusa.
      Não confias em mim?
      Afinal, somos dois adultos ou não somos?
   Saiba que pode contar comigo, somos cúmplices, somos duas pessoas com objetivo de cuidar um do outro.
      Quero seu bem, quero ajudar, quero sua felicidade.
     Não se preocupe comigo sou forte o bastante para conter isso, sei que vai doer muito. Faço qualquer coisa para te vê feliz, porque quando a gente ama, a gente cuida.
      Confesso que tudo que eu vivi não foi em vão, embora não reconheça no momento.  Tampouco que foram eles, digo proveitoso, posso dizer que valeu a pena ter em minha vida.
       Agora sou eu que te peço, se cuida. 

                                                                    [Claymilen Salustiano]

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Ventos bons de novembro..



      "Que novembro venha com bons ventos, que me traga sorte e amor, que não me deixe sofrer, por favor. Só por um mês, faça tudo dar certo… depois veremos o que fazer em dezembro."

                                                           [Caio Fernando Abreu]

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Seu abraço.



       Enquanto você me abraçava eu me sentia em casa!


                                                                     [Claymilen Salustiano]

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Declaração eletrônica.


      Chegando em casa muito cansado. Ligo a televisão da sala e direciono para cozinha a procura de algo para matar aquela fome e deparei, que a luz vermelha do telefone estava  piscando; percebi que tinha uma nova mensagem na secretária eletrônica. Me aproximo e clico.. nela ouço uma voz..
     "Oi meu bobo lindo.. Adorei nossa conversa ontem. Foram 45 minutos suficiente para saber como você estava.. - de repente meu coração disparou - .. te liguei resolvi deixar recado por aqui. Como esta seu trabalho?  E os projetos?.. - vaguei em pensamentos meio que desconcertado - .. Preciso falar com você, mesmo que distante, eu preciso falar com você.. - meu coração ainda disparado, e eu tentando me concentrar no tinha para me dizer - .. Sabe! Sei que não preciso ficar dizendo certas coisas, mas é muito bom expressar o que a pessoa sente, será que me entende?!.. - eu já estava com o coração na mão, e logo ouço algo inesperado com voz suave e delicada - Eu gosto muito de você!! Sério. Dou tudo de mim para continuar com você.. - minhas mão suavam frios e minha garganta seca - ..não é nada precipitado não. Eu particularmente deveria ter guardado para mim, mas é algo tão bom, tão vivo, tão expressivo.. - meus olhos se enxeram de lágrimas e o meu coração apertar -..que tenho vontade de gritar para o mundo e abracar você com toda a intensidade e a energia que o meu eu permitir. Parece meio torto dizer isso, e às vezes fico assim, perco o juízo e a noção das coisas. Era isso que queria dizer. Beijo. Adoro você!"

                                        [Claymilen Salustiano]

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Saudade angustiante.


      Não sei porque, às vezes bate uma angústia, vontade de chorar.
       Sinto aflição, algo que me deixa triste.
       Acho que é saudade!
       Só pode ser, aquela saudade que eu sinto por você.

                                      [Claymilen Salustiano]

terça-feira, 18 de outubro de 2011

E se verdade for..



       Já são uma da manhã e eu aqui estou, esperando a sua ligação. Depois de tanto tempo a espera, me canso. 
       Às vezes, me vem uns pensamentos malignos sobre você.
      Mas a minha intuição é forte, sei que não falha; embora já tenha falhado com ela.
      Te juro, se um dia ela bater forte, e tudo for verdade; Juro, eu nunca mais quero olhar a sua cara. 


                                                    [Claymilen Salustiano]

domingo, 9 de outubro de 2011

Liberdade.



       Se queres a liberdade.
       Viva. 
       Não prendo como um pássaro em uma gaiola.
       Deixo livre para voar. 


                                                                                            [Claymilen Salustiano]

sábado, 8 de outubro de 2011

Doí sentir isso.



     Queria gritar bem alto em cima de uma montanha e dizer tudo corroem aqui!!
      Dói, dói muito sentir isso.
      Queria sumir, desaparecer desse lugar, desse planeta.
  Contenho-me com as lágrimas que temem descer vorazmente.
      Tenho que ser forte, muito forte para vencer.
     Sei que meus sentimentos são verdadeiros, e sempre fui fiel a ele.
   Isso me atingi, fere aos poucos fazendo destruir cada pedaço do que tenho construído, os caminhos, os degraus que percorri e conquistei.
         Como dói.
    E lembrar, faz-me dela uma dor tumultuante onde a raiva, o ódio se manifestam.
     Mas não posso deixar influir naquilo que não me faz bem.
     O tempo seria a cura para tudo isso?
     É tão cedo para esperar por algo, e quando você menos espera vem uma avalanche coisas que faz desmoronar mais ainda.
     Seria melhor sentir essa dor, esse sufoco agora, do que esperar para tarde e não se sabe o que estará por vir.
     E uma coisa eu sei, o que eu vivi, o que senti não foi em vão.
    Por mais que me doa, machuque, o tempo ainda fará reconhecer os valores, porque tudo na vida tem um valor significativo.

                                                    [Claymilen Salustiano]

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Só é sonho se for com você.



       Ultimamente tenho sonhado com você.

      São sonhos bons, que nele parecia torna real quando eu fazia parte.
       Seu risos, e sorrisos davam destaque a ele.
      Abraços, aliás o seu abraço me confortava, seu olhar com a expressão e o gostinho de querer esta junto, e estávamos.
    A razão dela talvez seja por pensar em você noite e dia, antes dormir e ao acordar, assim lembrando.
     O sonho em si, não era algo em que você representava na nele, mas o meu ser estando sempre ao seu lado.
     É aquela sensação de te ter por perto, ou saudade daquilo que me pertence, que me preenche me faz um bem.
   Se tudo que eu sinto dentro desse sonho for real, for verdadeiro, prefiro dormir e não mais acordar só para viver sempre perto de você.

                                                                    [Claymilen Salustiano]

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Você, é uma só melodia.


        Estava deitado na minha cama com os fones no ouvido ouvindo as músicas que passava no meu celular, em meio disso fechei os olhos e vaguei nos pensamentos.
        E tampouco ouvi uma melodia fantástica, embora fosse me concentrando, e de repente você me apareceu cantando.
        Eu, fitei com os olhos naquilo que nunca imaginei que você fosse capaz de fazer, cantar para mim.
         Sorri.
      Feliz você estava, veio junto a mim e bem devagar em certeiro querendo me beijar.
      Quando penso em sentir isso, abro os olhos e vejo.
      E eu fiquei, querendo você.


                                             [Claymilen Salustiano]

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

Que destino.



      Não sei o que me acontece quando torno um ser diferente do que veem.
      Mesmo sentindo me bem, talvez um modo ou expressão faça diferenciar do meu comportamento.
      Não entendo, fico confuso tentando medir palavras, as vezes sai curta e grossa, meio que ignorante digamos assim.
      Falo normal, mas as palavras e expressões nada que diga o que sou naquele momento. Percebo quando vejo reprovação nos rostos dos que estão presente.
      É algo natural, algo que possa ser o meu jeito, meio torto.
      Pensei várias vezes, o que poderia ser isso, ou talvez possa ter me aborrecido com algo e acabo descontando em alguém, mas também sou muito fácil de pegar os costumes e as manias dos outros, essas manias bestas que as pessoas tem no seu dia a dia.
      Uma boa conversação e entendimento, ou algo descontraído poderia animar, relaxar um pouco.
      Paciência é pouco para quem tem e depois querer passar tudo na cara.
      É assim mesmo, a gente ver, sente e aos poucos aprendemos a mudar isso, principalmente quando se tem amigos para todas as horas, sejam tristes ou alegres mas sempre fazendo feliz.

                                                                 [Claymilen Salustiano]

domingo, 2 de outubro de 2011

Meu tudo.


      Pensei que iríamos conversar, só conversar ou então olhar um pra cara do outro!
     Mas não..
     Eu só queria colo, queria tudo, queria você!


                                                     [Claymilen Salustiano]

quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Incomodo contínuo.


      Preciso dizer isso por aqui, preciso.
      Mas o quê?
      O que tanto me afligi?
      É um incomodo contínuo me sufocando temendo dizer algo.
      Mas como? Se pressiono faz redimir aos poucos.
      Qual seria razão, a intensidade de sentir isso?
      Você? Não, não poderia.
      São tantas das perguntas que não busco respostar para cada uma delas. Seria elas tão claras, e objetivas?
      O meu eu se fecha a cada instante em silêncio quando se questiona sobre o assunto.
      Como isso me incomoda!!
      Como se desfaz?
      Uma boa conversa ajudaria o bastante para desvendar o que estou sentido.
      Pareço viver dentro de um poço, onde não encontro soluções para tudo isso.
      Da uma vontade de gritar,  jogar tudo que sinto pra bem longe.
      Pelo visto tenho acordado com uma negatividade, algo tão proibitivo.
      Mas o quê?
      Creio que deva ser fruto de uma imaginação minha.
      Algo mal resolvido, ou que precisamente não deveria aceitar.
       Por aqui vou tentando expelir o que tem me deixado perturbado, e até então descobrir qual a razão de esta me sentido assim.

                                                                         [Claymilen Salustiano]